APRENDIENDO A ESCRIBIR

Pequena fuga

Imagem gerada via Copilot

Pequena fuga
Pequena fuga Juan A. Sánchez

E lá foram eles. Empreenderam a fuga, para onde? Nem eles mesmos sabiam bem. Limitaram-se a pegar nalguns haveres e, sem pensarem duas vezes, puseram o mundo às costas e fizeram-se ao caminho «em frente».

Fazer a trouxa foi simples, levaram apenas o que tinham mais à mão. A ânsia de aventuras deu-lhes asas. A rota não importava. O fardamento, também não. O único que importava era saciar a sua sede de aventuras, e aquela ocasião proporcionou uma oportunidade única.

Não interessavam as dificuldades, superá-las-iam juntos; os impedimentos, saltá-los-iam; os limites, ultrapassá-los-iam; os obstáculos, passariam por cima deles.

Todos os obstáculos seriam vencidos. Até que encontraram um com o qual não tinham contado. Ouviram a chave a entrar na fechadura da grande porta e uma força incomensurável, superior, avassaladora, abriu-a e entrou.

Cruzou a grande porta observando-os. Satisfeita por encontrá-los frente a frente, um sorriso cruzou-lhe o rosto e agarrou um dos fugatários que, mansamente, se deixou levar. Não tinha outra opção. Passados poucos segundos, o outro prófugo foi também capturado e carregado junto ao seu companheiro de fuga.

Com ambos no seu poder, beijou-os. Beijou o pai que tinha adormecido no sofá, despertando-o, e deixou-os com os seus brinquedos.

Ali acabou a pequena aventura. Mas não importa. De volta ao tapete de jogos, empreenderiam uma nova. E uma ainda melhor.

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Juan A. Sánchez

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